quinta-feira, 19 de abril de 2018

Lisboa e Ulisses

Francisco de Holanda, Da fábrica que falece à cidade de Lisboa (1571, Biblioteca da Ajuda)

«De Lusu antiquíssimo Rei dos Brigos, tomou o nome Lusitânia. A quem os antigos Galos que ao Porto vieram, chamarão Portugal. E primeiro reinou Iubal dos bisnetos de Noé em Espanha. E Tago, que deu nome ao nosso Rio Tejo. Depois afirma Julio Solino, e outros Antigos, que Ulisses vindo da Guerra de Tróia edificou Lisboa (...). Deixo a fábula que se conta do Mosteiro de Chelas, donde dizem que Ulisses levou Aquiles quem em trajo de mulher, Tetis sua mãe, ali tinha escondido e encantado, o qual é fabuloso (...)».
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Francisco de Holanda, Da fábrica que falece à cidade de Lisboa, 1571. In Jorge Segurado, Francisco d'Ollanda, Lisboa, Edições Excelsior, 1970, p. 73.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Termos de Arte e de Arquitectura - Adarve

Muralha do Castelo de Sesimbra (Fot. Margarida Elias, 2017)
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«Caminho atrás do parapeito, ao longo da parte superior de uma muralha de fortificação (castelo, etc.). Por extensão, também se designa assim a própria muralha ameada».
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Tesouros Artísticos de Portugal, p. 645.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Do Belo

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«Beauty as we feel it is something indescribable: what it is or what it means can never be said»
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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Dos géneros na pintura (ideias que me surgem)

Jacopo Bellini, Retrato de perfil de um rapaz (1470, National Gallery of Art, Washington)
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Desconheço se alguém já fez esta análise, mas há uns tempos veio-me à mente relacionar um livro do Bruno Latour com a arte. O que ele diz é:
«A hipótese deste ensaio (...) é que a palavra “moderno” designa dois conjuntos de práticas totalmente diferentes que, para permanecerem eficazes, devem permanecer distintas, mas que recentemente deixaram de sê-lo. O primeiro conjunto de práticas cria, por “tradução”, misturas entre gêneros de seres completamente novos, híbridos de natureza e cultura. O segundo cria, por “purificação”, duas zonas ontológicas inteiramente distintas, a dos humanos, de um lado, e dos não-humanos, de outro. (...)».  - Bruno Latour, Jamais fomos modernos. Ensaio de Antropologia Simétrica, Rio de Janeiro, Editora 34, 1994 (1.ª ed. Paris, La Découverte, 1991), p. 16.
Caravaggio, Natureza morta com flores e frutos (1601, Borghese Gallery, Rome)

Na minha interpretação, ele parte do princípio que o pensamento moderno nasceu da vontade de separar os vários campos do saber. Por isso, ele também afirma:
«(...) A espiritualidade foi reinventada, isto é, a transcendência do Deus todo-poderoso no foro íntimo sem que Ele interviesse em nada no foro exterior. Uma religião totalmente individual e espiritual permitia criticar tanto a dominação da ciência quanto a da sociedade, sem com isto obrigar Deus a intervir em uma ou na outra. Tornava-se possível, para os modernos, serem ao mesmo tempo laicos e piedosos» (p. 39).
Albrecht Durer, View of Trente (1494)

O livro dele coloca a questão se alguma vez essa separação, entre a natureza objectiva e a sociedade livre, foi efectivamente feita, porque existem, sobretudo actualmente, seres híbridos, que não correspondem exactamente a nenhum campo, onde o «sistema de purificação» falha.


Mas, o que me levou a pensar de novo neste livro é se a progressiva separação dos géneros na arte, que se produziu sobretudo desde a Idade Moderna (Renascimento) não é fruto da mesma vontade de purificação. De facto, tanto o retrato, como a paisagem, a natureza-morta, a pintura animalista, a pintura de costumes, de história e religiosa, e todos os subgéneros associados a cada uma delas, parecem ser fruto do mesmo desejo de separar os objectos de análise e os temas. Resta saber (e penso que sim), se também aqui a purificação falhou, o que conduziu a misturas de géneros. E basta pensar, por exemplo, na paisagem, que antes do séc. XIX estava quase sempre associada a significados religiosos ou simbólicos - sendo raras as excepções.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Para a minha sogra

Que faz anos hoje, com votos de muita saúde, muitas felicidades e muitos anos de vida!
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James Ensor (1860-1949), Brussels Town Hall (1885)
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«We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal; that they are endowed by their Creator with certain unalienable rights; that among these are life, liberty, and the pursuit of happiness.»
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Thomas Jefferson (1743-1826)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Espelhos

Vittore Carpaccio, Prudência (c. 1500, High Museum of Art, Atlanta)
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«La référence au miroir était constante au Moyen Age pour designer l'activité intellectuelle : tout livre était un miroir (speculum). Loin de s'affaibblir, la valeur du symbole s'est enrichie à la Renaissance: pour le néo-platonisme qui identifie la lumière et l'esprit, le miroir fournit une image inépuisable de la connaissance et de la conscience. Elle a d'autant plus de prix que les données de l'optique sont considérées avec la plus grande attention».
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André Chastel, Art et Humanisme à Florence au Temps de Laurent le Magnifique, Paris, Presses Universitaires de France, 1982 (1.ª ed. 1959), p. 320.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Jaime Verde (de novo)

Jaime Verde
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Pintura reproduzida n' O António Maria, de 20 de Abril de 1895, a propósito da exposição que este artista fez, com Teixeira Lopes, na Galeria "Liborio" (que era na Avenida da Liberdade, no número 46).

terça-feira, 10 de abril de 2018

E uma das minhas canções preferidas

Hiroshi Sugimoto, Seascape: Cascade River, Lake Superior (1995)
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Find the River
Hey now, little speedy head
The read on the speed meter says
You have to go to task in the city
Where people drown and people serve
Don't be shy
Your just deserve
Is only just light years to go.

Me, my thoughts are flower strewn
Ocean storm, bayberry moon
I have got to leave to find my way
Watch the road and memorize
This life that pass before my eyes
Nothing is going my way.

The ocean is the river's goal
A need to leave the water knows
We're closer now than light years to go.

I have got to find the river
Bergamot and Vetiver
Run through my head and fall away
Leave the road and memorize
This life that pass before my eyes
Nothing is going my way.

There's no one left to take the lead
But I tell you and you can see
We're closer now than light years to go.
Pick up here and chase the ride
The river empties to the tide
Fall into the ocean.

The river to the ocean goes
A fortune for the undertow
None of this is going my way
There is nothing left to throw
Of Ginger, lemon, indigo
Coriander stem and rose of hay
Strength and courage overrides
The privileged and weary eyes
Of river poet search naivete
Pick up here and chase the ride
The river empties to the tide
All of this is coming your way
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R.E.M.
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Para a Mariana :-)

Muitos Parabéns!
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Eadweard Muybridge (1830-1904)
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“Comme l'imagination a créé le monde, elle le gouverne.”
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Charles Baudelaire (1821-1867).

domingo, 8 de abril de 2018

Da minha série preferida

O meu personagem preferido...
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Com votos de bom Domingo!
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P.S. Não vou fazer spoilers, porque esta imagem é da 2.ª temporada, e a série já vai na 7.ª - vi ontem o final da 2.ª temporada, que está a repetir na RTP, enquanto vejo a 7.ª, noutro canal.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pol Bury (1922-2005)

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«It can be satisfying to intervene in the respectable order of geometry, of settings, of faces and to imagine that we can thereby tickle Gravity».
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Sphérades (1996, Palácio Real de Paris)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Criar & Descobrir

Antoni Gaudí, Park Güell (1900-1914, Barcelona)
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«La creación continúa incesantemente a través de los medios de comunicación del hombre. Pero el hombre no crea... Descubre. Los que buscan las leyes de la Naturaleza como un apoyo para sus nuevas obras colaboran con el creador. Copiadores no colaboran. Debido a esto, la originalidad consiste en regresar al origen.»
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terça-feira, 3 de abril de 2018

Estações, Horas & Pontos Cardeais

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«Na concepção teológica judaico-cristã, o Outono ou Crepúsculo está a Oeste; o Inverno ou Meia-Noite está a Norte; o Amanhecer ou Alva da Primavera, a Este; finalmente o Verão ou Meio-Dia, a Sul».
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Vítor Manuel Adrião, Lisboa Insólita e Secreta, Jonglez, 2010, p. 16.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Flor de Abril - Margarida :-)

Henri Fantin-Latour, Daisies (1872)
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Paul Gauguin, Daisies and peonies in blue vase (1876)
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Berthe Morisot, Daisies (1885)
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Odilon Redon, Rose and Daisy 
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Jost Fitschen e O. Schmeil, O., Pflanzen der Heimat (1913)
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D. Maria Pia, Ramo de Margaridas (Palácio Nacional da Ajuda)
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Ida Waugh, Garden Wall and Daisies (c. 1888)
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Efim Volkov, Field of Daisies
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William-Adolphe Bouguereau, Pâquerettes (1894)
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Maude Goodmann, The daisy chain (detalhe) (1936)
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Maria Keil, Menina Sentada (detalhe) (1938, MNAC)
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Georgia O'Keeffe, Pink Daisy with Iris